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Arquétipos junguianos e as marcas: entenda este elo

arquétipos junguianos

Arquétipos Junguianos fazem parte de um conceito elaborado por Carl Gustav Jung, que se tornaram pilares na compreensão da psique humana.

Afinal, você já se perguntou sobre os padrões profundos que guiam nossas escolhas, comportamentos e até mesmo nossa identidade?

Foi após essas descobertas feitas por Jung que começaram a ser incorporados na comunicação das marcas os 12 arquétipos principais, que vamos abordar hoje.

Então, se isso é do seu interesse, aproveite e continue a leitura!

O que são os arquétipos junguianos?

Os arquétipos junguianos surgem como representações simbólicas de padrões universais em nossa busca por compreender a mente.

Nesse sentido, Jung acreditava que essas imagens arquetípicas moram no inconsciente coletivo, moldando nossas experiências e influenciando nossas escolhas, muitas vezes de maneira inconsciente.

Quais são os 12 arquétipos de Jung?

Confira abaixo um pouco mais sobre os 12 arquétipos junguianos.

E saiba que uma coisa é certa: Do herói ao sábio, esses arquétipos proporcionam uma lente para compreendermos as diferentes perspectivas da nossa jornada pessoal e coletiva.

1.Herói

O arquétipo do Herói personifica a busca pela superação de desafios e a conquista frente a adversidades.

Nesse contexto, representando a força interior que nos impulsiona a vencer, este arquétipo ressoa com a coragem e a determinação próprias da jornada humana.

Inclusive, foi a partir do arquétipo do Herói que criaram a Jornada do Herói, um método (que funciona) para contar histórias que conectam.

Este é o arquétipo de marcas como a Nike.

2.Explorador

O Explorador anseia por aventura, buscando descobrir o mundo e a si mesmo.
Dessa forma, este arquétipo é impelido pela curiosidade e pelo desejo constante de explorar novas fronteiras, seja literal, seja metaforicamente.

E isso nos mostra que, no fundo, as viagens que o explorador gosta de fazer representam sua busca por autoconhecimento (uma viagem de autodescoberta).

Este é o arquétipo de marcas de agências de turismo, por exemplo.

3.Fora-da-lei

Desafiando o senso comum, o arquétipo Fora-da-Lei quebra regras em busca da liberdade.

Representando a rebeldia, este arquétipo busca a transformação e a revolução.

Por exemplo, este é o arquétipo de marcas como a Harley Davidson e os vilões do cinema.

4.Mago

O mago (ou mágico) busca incessantemente pela compreensão do mundo ao seu redor – e isso simboliza um caminho constante em busca de discernimento e iluminação.

Nesse sentido, marcas que abordam temas religiosos, espirituais e, também, filmes místicos e com magia sabem utilizar o arquétipo do Mago muito bem.

5.Inocente

Representando a pureza e o otimismo, o arquétipo do Inocente reflete o desejo intrínseco de habitar em um mundo melhor (o paraíso).

Assim, este arquétipo inspira a crença na bondade fundamental da humanidade e a busca por um estado de harmonia.

Por exemplo, a Coca-Cola utiliza o arquétipo do Inocente em suas propagandas – e essa consistência faz toda a diferença em sua comunicação, cujo sucesso perdura no tempo.

6.Criador

Focado na expressão criativa, o Criador transforma visões em realidade.

Inclusive, este arquétipo é impulsionado pela necessidade de inovar, construir e deixar uma marca única no mundo.

Os profissionais criativos muitas vezes têm o arquétipo do Criador muito forte em seu jeito de ser.

7.Amante

Celebrando o amor e a conexão, o arquétipo do Amante busca intimidade e paixão.

Assim, representando a expressão plena das emoções, este arquétipo inspira a busca por relacionamentos profundos e significativos.

Por exemplo, marcas de maquiagens e perfumes utilizam este arquétipo na comunicação.

8.Governante

O Governante encarna a busca por criar ordem e estabilidade.

Nesse sentido, este arquétipo almeja a liderança e o controle, buscando estabelecer fundamentos sólidos para si mesmo e para os outros ao seu redor.

Por exemplo, alguns governantes de países e de empresas costumam ter esse arquétipo predominante.

9.Prestativo

O prestativo manifesta compaixão e um profundo desejo de ajudar os outros.

Assim, este arquétipo representa a força motivadora de contribuir positivamente para o bem-estar e a felicidade alheia.

Por exemplo, prestadoras de serviços e produtos de cuidado utilizam o arquétipo do prestativo em sua comunicação.

10.Bobo-da-Côrte

O Bobo da Corte busca a diversão e a alegria, frequentemente desafiando convenções.

Ou seja, este arquétipo traz à tona a importância do humor e da leveza na jornada humana, incentivando uma perspectiva mais descontraída.

Por exemplo, a Heineken em suas propagandas utiliza este arquétipo ao trazer eventos e festas com alegria e diversão – e isso marca e conecta.

11.Cara comum

O arquétipo do Cara Comum identifica-se com a simplicidade, representando a essência comum da humanidade.

Assim, este arquétipo destaca a beleza na normalidade e na autenticidade da experiência humana – o cara comum quer pertencer.

Geralmente, pessoas mais tradicionais, que não querem muito destaque e não querem desagradar, são a cara deste arquétipo.

12.Sábio

O Sábio está em constante busca por conhecimento e compreensão profunda.

Dessa forma, representando a sabedoria que vem da experiência e reflexão, este arquétipo guia a busca por uma compreensão mais profunda da verdade.

Por exemplo, cursos e faculdades utilizam este arquétipo em sua comunicação.

Qual o meu arquétipo de Jung?

Descobrir o seu arquétipo junguiano é como abrir uma porta para um entendimento mais profundo de si mesmo.

No meu caso, tive uma experiência ao ler o livro O Herói Fora-da-Lei, de Margaret Mark e Carol S. Person, que aborda os 12 arquétipos de Jung nas marcas.

Nele, pude me sentir representada em ao menos 3 páginas seguidas no arquétipo do Explorador (aventureiro), em que as autoras abordam o gosto por viajar, descobrir lugares novos e viver experiências enriquecedoras.

E confesso que não sabia que um livro poderia me representar tão bem, com tanta riqueza de detalhes – algo que nem eu mesma saberia pontuar a meu respeito. Risos

No entanto, ressalto que você precisa utilizar os arquétipos (seja na marca pessoal, seja na empresarial) com estratégia, pensando mais do que no seu público-alvo, em qual tipo de público você deseja atrair e faz sentido.

Como descobrir qual é o seu arquétipo?

A jornada para descobrir o seu arquétipo não é uma tarefa simples, mas é uma busca recompensadora.

Assim, a autoanálise, a avaliação dos seus padrões comportamentais e até mesmo a orientação de profissionais especializados podem ser ferramentas úteis nesse caminho.

Quais são os arquétipos mais fortes?

Alguns arquétipos exercem uma influência mais nítidas em determinadas personalidades.

O arquétipo do Herói, por exemplo, muitas vezes se destaca em líderes e visionários.

O Sábio, por sua vez, pode ser reconhecido em mentes criativas e inovadoras.

No entanto, é importante entender que a complexidade da psique humana permite e realiza a junção e a variação dos arquétipos ao longo da vida.

A chave para uma marca poderosa que perdura no tempo

Ao explorar os arquétipos junguianos, abrimos as portas para uma compreensão mais profunda de nós mesmos e dos outros.

Nesse sentido, em um mundo movido por narrativas, reconhecer as histórias arquetípicas que habitam nosso interior pode ser a chave para uma marca autêntica e poderosa.

Aliás, vale lembrar que os arquétipos não são como peças de tecido prontas, mas sim fios que tecem essa trama da nossa existência.

E, ao integrar essa compreensão em estratégias de branding e marketing, você pode se conectar com seu público de maneira mais autêntica – e criar narrativas envolventes que ressoam nas mentes e corações dos consumidores.

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Branding continuará em alta ano que vem.

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